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Treinos de Askins

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1 Treinos de Askins em Dom Mar 18, 2012 1:04 pm

Askins

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Shinigami
Shinigami
Bakudou nº10 - Hourin


Eu já estava à algum tempo trabalhando como um shinigami, assim como já tinha minha parcela de Hollows, mortos; mas eu não poderia seguir pra sempre lutando apenas com as regras básicas ensinadas pelos professores de meus tempos de aluno da academia;

Ao invés disso, depois da missão em que quase não fui capaz de matar um Gilian, me dirigi ao centro de treinamentos do Seireitei, onde encontrei um grande acervo de pergaminhos com várias técnicas e outras habilidades shinigami; era tempo de me aprimorar;

Dentre as muitas que vi, encontrei uma que percebi ser bastante útil, e o supervisor da biblioteca me garantiu que eu seria capaz de aprender, o Bakudou de nº10 - Hourin.

Levei o pergaminho comigo até uma área repleta de bonecos de treino, onde eu começaria a praticar a técnica; sentei no chão, a uns bons quinze metros dos bonecos, e comecei a ler calmamente o pergaminho;

Assim como na aula da academia, aquela coisa estava repleta de referências à quem o tinha criado, em sua utilidade no passado, em descrições de como ele funcionava em diversas situações, e, óbvio, um estudo detalhado de como manipular a reiatsu para sua utilização.

Em tese era algo simples a ser feito; assim como no Byakurai, o segredo estava em concentrar a reiatsu nos dedos, usando-os para mirar o alvo; mas desta vez, ao invés de um, seriam dois;

A quantidade necessária também mudava; descobri logo isso nas minhas primeiras tentativas, em a energia que saí mais parecia um raio branco bamboleante, do que a serpente dourada dita pela descrição...

Foi necessário mais quase um dia inteiro de prática até eu acertar a densidade correta de reiatsu, bem como a quantidade; e mais outro para conseguir tornar aquilo algo natural, a ser feito rapidamente....


====

Of.: Habilidade treinada:
Descrição:Esse Bakudou consiste em criar uma corda de energia paralisando seu oponente.
Encantamento: Desintegre-se, Cão Negro de Rondanini. Faça a leitura, queime, rasgue sua própria garganta.
Alcance: 20 metros
Dano: O oponente fica paralisado durante 1 turno (se for de nível igual ou inferior)
Reiatsu: 200

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2 Re: Treinos de Askins em Dom Mar 18, 2012 1:26 pm

Kuchiki Minatoevox

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Capitão do 6º Esquadrão
Capitão do 6º Esquadrão
Aceite










"Eu decidi matar-te a partir do momento em que você apontou sua lâmina para o meu orgulho..."


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3 Re: Treinos de Askins em Dom Mar 18, 2012 4:43 pm

Askins

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Shinigami
Shinigami
Bakudou nº21 - Sekienton e Bakudou nº30 - Shitotsu Sansen


Eu voltava de mais uma missão no mundo humano, quando encontrei uma torrente de alunos de academia seguindo para sua primeira aula de kidou; e então lembrei que eu ainda era muito imberbe neste quesito, e decido seguir os novatos, muitos dos quais ainda nem possuíam sequer uma Asauchi;

Chegando lá, depois das tradicionais instruções do mestre de kidous, e de a maioria dos garotos ter iniciado seus respectivos treinos, me direcionei para o estrado;

- Mestre, busco por aprimoramento nas artes demoníacas, na missão de hoje, se eu fosse mais experiente em suas utilizações, talvez este ferimento no braço pudesse ter sido evitado

- Hoho, vejo que você não é nenhum novato, ao que parece; pegue aquele pergaminho ali, acho que pode te ajudar para as próximas lutas...

21.赤煙遁 Sekienton (Fumaça vermelha)
Descrição:Utilizando as duas mãos sob uma base (chão ou camada espiritual no ar) o usuário cria uma grande quantidade de fumaça vermelha.
Alcance: 35 metros
Dano: Cria um fumaça de cor vermelha que permite fugir ou camuflar-se
Reiatsu: 200

Comecei eu lendo o pergaminho; como sempre vinha com as várias indicações, histórias, e utilidades daquela técnica;

Não entendi muito bem que tipo de utilidade ela poderia ter, mas não discuti; comecei a ler o restante do pergaminho;

Era uma técnica um pouco mais complicada do que eu poderia imaginar, a julgar pelo efeito que dizia ter; era necessário uma disposição terrivelmente precisa da reiatsu nas palmas das mãos, bem como uma densidade muito precisa;

Logo descobri que não poderia ser densa de mais, ou, ao invés de fumaça, eu teria um liquido avermelhado completamente inútil jorrando do chão; não poderia também ser muito pouco denso, ou se não nem mesmo a fumaça chegaria a se formar de todo;

Foram muitas as tentativas até finalmente conseguir fazer erguer a nuvem de fumaça; mas mesmo assim ainda não estava bom...

Depois de mais algumas horas de treino, no que levou boa parte do final da tarde foi que consegui executar o Bakudou com a perfeição necessária;

- Bem mestre, acho que consegui entender este... mas não entendo como ele poderá me ser útil, não há nada melhor que o senhor possa me ensinar?

- Você é um garoto esforçado, até um cego pode ver, mas com igual facilidade se vê que não tens a pré-disposição necessária aos kidous...

- Mas sensei...

- Contudo, o esforço sempre será mais importante do que o talento, pois este de nada vale sem aquele; pegue este outro garoto, mas não creio que conseguirá dominá-lo antes que o dia termine;

Ele tinha razão; aquela era uma técnica desesperadoramente mais complexa e difícil, envolvendo uma quantidade de reiatsu que eu nunca antes tinha imaginado tentar controlar;

30. 嘴突三閃 Shitotsu Sansen (Triplo feixe de ponta perfurante)
Descrição: Atira três feixes de luz que prendem o alvo em uma superfície, pressionando seu corpo em três lugares com objectos em forma de triângulos de energia.
Alcance: 60 metros
Dano: Paralisa o inimigo durante um turno
Reiatsu: 400

Começava o pergaminho; ele era mais grosso do que todos os outros que eu já havia pego para treinar; e também perdia bem menos tempo com histórias sobre a técnica, sendo em sua maioria uma explicação detalhada e complexa de como utilizá-la;

Em primeiro lugar deveria-se concentrar a reiatsu nas mãos, em uma quantidade grande; então se desenhava um triângulo no ar, postando dois dos vértices na frente dos ombros, e o terceiro a frente do pé esquerdo, que deveria estar um paço à frente do direito;

Sempre que a mão passasse por um dos vértices, deveria expelir uma quantidade grande de reiatsu, pois eram eles que fariam o serviço;

Comecei a tentar;

Hadou nº30

Com a mão direita criei uma massa disforme firme de energia, e já trazia esta formando uma linha até a frente de meu ombro esquerdo, onde repeti o processo, e o mesmo até chegar a meu pé; então voltei com a mão a posição inicial, apontando a mão esquerda À frente;

- Shitotsu Sansen!!!!

Os três vértices voaram, e se desfizeram ainda no ar; era claro que estava errado; parei, e voltei a ler; mas não havia nada novo a ser visto; era problema de prática.

Decidi que primeiro treinaria os movimentos necessários; e fiquei por longo tempo treinando apenas isso;

Depois comecei a treinar apenas a geração dos vértices, para que ficassem suficientemente consistentes, e não se desfizessem em pleno ar; isso levou ainda mais tempo;

Já faziam quase três horas desde que o sol havia se posto quando tornei a treinar o Bakudou por completo; e isso me tomou quase até a meia noite para que eu finalmente dominasse sua execução, e entrei a madrugada tentando conseguir a fluidez que era exigida em combate;

A ferida em meu braço, apesar de meio cicatrizada, ardia com o suor que já cobria o meu corpo quando finalmente atingi o que eu poderia fazer de mais próximo da perfeição daquela técnica;

- De fato eu não me enganava, o esforço é muito mais importante que o talento, no final das contas;

Todos haviam deixado o campo de treinos quando o sol caíra, mas de alguma forma o mestre de kidous havia conseguido ficar ali sem que eu percebesse... aquilo deve ter ficado evidente no meu olhar, pois ele riu

- Não fique tão espantado garoto, você estava concentrado de mais no seu treino para perceber qualquer coisa, agora vá dormir; duas técnicas em um único dia já é treino que chegue.

E eu fui.

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4 Re: Treinos de Askins em Seg Mar 19, 2012 11:40 am

Askins

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Shinigami
Shinigami
Shunpo


Eu voltava para a academia shinigami; Estava na hora de aprender a como caminhar no céu. Ao final de minha aula de Houhou, a sensei havia me dito que havia uma maneira ainda mais eficiente de fazê-lo, só que em pleno ar, e alcançando velocidade e distâncias ainda maiores; e que em quanto mais lugares um shinigami pudesse lutar, mais forte eles estaria apto a ser.

Por esse motivo é que me dirigia novamente ao dojo da professora, para aprender o Shunpo.

- Bem, acha que está pronto? então é melhor sairmos daqui, há pouco espaço para treino neste lugar.

A professora então saiu pelos fundos do dojo, em uma porta dos fundos. A segui em silêncio. Caminhamos por um certo tempo por entre jardins, e começamos a penetrar num pequeno bosque, nos aprofundando cada vez mais em seu âmago.

Por muito tempo caminhamos até que chegássemos ao coração daquele locar; A professora então sumiu em um shunpo, para aparecer instantes depois em um ponto no ar entre as copas das árvores;

- Sua vez garoto, me siga até aqui. Tudo que tem que fazer é repetir os procedimentos do shunpo, só que desviando um pouco de reiatsu dos pés para o ara a sua frente, isso criará uma ponte por onde poderá correr. Ande logo, não temos o dia todo!

Obedeci a professora. E agi sem pensar. Saltei com um Houhou em sua direção, somente para esbarrar ferozmente contra uma das árvores. E cair sentado no chão. Aquilo doeu um bocado. E acima de minha cabeça, a professora ria.

Me dei conta de que não seria aquele o caminho. Comecei a concentrar reiatsu pelos braços, para que pudesse usá-los como auxiliares para possíveis alterações de rotas(para não atingir uma árvore novamente), e tentei de novo.

Foi uma tentativa mais feliz. Escapei de duas árvores. Mas a terceira era grande de mais, e eu estava rápido de mais. Mais um belo tombo, e outro grande hematoma no ombro esquerdo(com o qual bati em cheio contra a maldita árvore).

Continuei nesse estado por um bom tempo, colecionando hematomas aqui e ali; cada vez conseguia desviar de mais árvores próximas umas das outras; mas sempre havia mais uma para me derrubar no caminho em direção a sensei.

Até que por fim consegui escapar de todas. Mas então uma nova adversária se fez presente; a gravidade.

Quando me desviava da sétima árvore, o impulso do salto que eu tinha dado na direção da sensei já estava acabando, assim como a maior parte da velocidade. Tentei correr mais, mas os pés não encontraram apoio, e caí pesadamente sobre os quartos no chão.

Você não está fazendo o que eu disse não é? Crie um caminho sob seus pés e corra por eles, não poderá passar um luta saltando o tempo todo para alcançar seu adversário, terá de CORRER. Vamos garoto, CORRA!

Ela estava certa, no intuito de evitar as colisões, esqueci que precisaria de um novo solo para mim. Fiquei um bom tempo treinando aquilo parado no mesmo lugar, e depois dando pequenos passos. Tudo a poucos centímetros do chão.

Aquilo já tinha levado a maior parte da manhã, e o meio dia já se aproximava quando eu começava a correr entre as árvores, a um metro de altura do chão, e sem cair. Mas nada de usar o shunpo. Ainda não estava preparado para áquilo.

A tarde ia avançando quando eu já conseguia alcançar a sensei no ar, mas ainda em velocidade comum. E quando o sol já se aproximava do Ocaso ouvi minha sensei gritar.

É muito bom que você tenha aprendido a caminha pelo ar, mas precisa CORRER moleque! O dia já vai acabar, faça logo isto, ou vou voltar para o meu dojo, não teste mais minha paciência


A este comando voltei a testar o shunpo. O início foi realmente fácil; depois de todas aquelas horas correndo naturalmente pelo caminho espiritual, utilizar a velocidade do shunpo fora fácil. Mas desviar tornara-se difícil novamente, e controlar a velocidade, os desvios, e colocar o caminho numa via acendente eram coisas de mais para mim.

Foram precisas mais meia dúzia de hematomas e quedas até que eu finalmente alcançasse a professora com um único shunpo.

Tsc, já não era sem tempo, o sol já se pôs quase que por completo. Voltarei ao meu dojo. Mas conseguiste só uma vez. Descanse um pouco, voltarei aqui pela manhã, e terás de me alcançar de novo, e desta vez estarei mais longe. Esteja preparado

E então ela foi embora. E eu continuei. Eu não iria decepcioná-la quando o sol nascesse....

======

Técnica treinada:

Shunpo
Descrição: Técnica onde o usuário viaja uma distância enorme com poucos passos concentrando energia espiritual nos pés, parecendo a olhos nus menos treinados que se teleporta.
Alcance: 350 metros
Dano: Permite mover-se a alta velocidade e até desviar técnicas (apenas 1 vez por turno)
Reiatsu: 200

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5 Re: Treinos de Askins em Seg Mar 19, 2012 4:26 pm

Mukuro Gremory

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Capitão do 12º Esquadrão|Fundador e 1°Diretor do departamento de pesquisa e desenvolvimento.
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~ Tudo Aprovado ~

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6 Re: Treinos de Askins em Sex Mar 23, 2012 4:33 pm

Askins

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Shinigami
Shinigami
Despertando a Shikai


Eu havia recém me inscrito em um dos treze bantais da Soul Society; depois de praticamente um ano de treinos e missões como shinigami, eu ainda não tinha me identificado com nenhum dos bantais, até o capitão do sexto dizer que havia se interessado pelo meu potencial, e que eu poderia crescer muito no seu esquadrão.

Por este motivo eu finalmente acordava num alojamento de um batalhão oficial, e não mais nos alojamentos da academia, repleto de aprendizes barulhentos e sem escrúpulos.

Mas ainda me faltava algo. Para crescer como um shinigami, era preciso ter poder, e a zampakutou é a raiz do poder de um shinigami. Raiz está que eu ainda não havia me atrevido a explorar; por isso que hoje, logo no meu segundo dia no sexto esquadrão, eu me dirigia a uma das áreas isoladas de treino;

O poder de uma zampakutou liberada é dividido em duas grandes escalas: Shikai e Bankai; sendo impossível atingir o segundo, sem antes atingir o primeiro; bem como, o segundo requeria um treino muito duro e específico, capaz de durar por anos; tanto que, apenas capitães o possuíam.

Sentei-me em meio às belas cerejeiras, na posição de lótus, com a zampakutou desembainhada pousada sobre os joelhos. Então fechei os olhos, para procurar dentro de mim mesmo o espírito que, segundo shinigamis mais experientes, deveria viver na espada. Se eu soubesse seu nome, teria seu poder;

Por várias horas permaneci naquela posição, em meditação; explorando cada recôncavo da minha mente em busca da chave para conversar com minha espada; eu podia sentir, mais do que nunca a reiatsu que corria dentro de mim.

Ela estava maior desde a última vez que eu havia parado para analisá-la; mais densa, e mais robusta. As várias missões e treinos ininterruptos dos últimos meses haviam dado seu resultado.

Mas mesmo assim eu não podia encontrar nem se quer sinal da alma que deveria viver na minha espada, e também dentro de mim;

Tentei penetrar no meu sub-consciente, mas era claro que isso não era possível; o próprio nome dizia que estava além do alcance da mera consciência.

Então voltei a vasculhar minha reiatsu, e todas as faculdades mentais que antes eu havia procurado; sem nunca encontrar real resultado. Com o tempo, aquele lugar tranquilo me levou a vaguear pelas minhas lembranças; de dias à muito passados;

Dos dias de quando eu ainda era um jovem garotinho, que via os pais com pouca frequência, e que vivia numa casa no 45º distrito do Rokungai; não era uma vida má;

A lembrança foi avançando, mais nítida do que estivera em noventa anos, chegando ao dia em que meus pais não voltaram pra casa, e para os dias seguinte de fome e solidão;

Então de repente deixei de enxergar como um mero espectador, eu vivia aquilo de novo; caminhando sujo, e esfarrapado pelas ruas do pequeno mercado, olhando desejoso para os tabuleiros dos padeiros que andavam na rua; roubei um pedaço de pão, depois de quase um dia inteiro sem comer;

Foram momentos angustiantes; eu corria desesperado pelas estreitas vielas, enquanto o filho do padeiro corria alucinado atrás de mim; eu estava cansado, e com o gosto do medo e da culpa nos lábios quando finalmente me desvencilhei.

Os dias continuaram a passar, em uma velocidade atemporal; eu estava junto dos outros órfãos na pocilga onde todos moramos por mais de oitenta anos. Por vezes, eu era capaz de ver um vulto estranho caminhando sempre às margens dos acontecimentos; dos roubos, de nossas lutas internas, dos que se adoentavam, e dos que se feriam durante o dia; um vulto que eu não me lembrava de existir;

Mas áquilo era tão vívido, que era difícil de duvidar; e eu não conseguia distinguir a forma daquela pessoa; eu apenas podia ver sua cor; a cor branca.

As memórias continuavam a avançar, até o fatídico dia em que um bando de contrabandistas nos achou nas sarjetas enquanto saqueavam o distrito por conta de dívidas de jogo;

Fui obrigado a reviver todo aquele terror e impotência de novo; ver o líder do nosso grupo derrubar três homens muito maiores do que ele antes de espetarem uma lança com cabeça de machado em sua barriga;

Enquanto tudo isso acontecia, o mesmo vulto ainda estava lá. A mesma forma indistinta; a mesma posição à margem; mas não a mesma cor; ali, no crepúsculo do primeiro dia do resto da minha vida, o vulto era negro e desta vez pude ver uma luz amarelo-esverdeada doentia, como os olhos de uma cobra, que se voltou diretamente para mim...

Então eu não estava mais na sarjeta, estava num cemitério, com minha zampakutu viva em minhas mãos; eu fatiava o Hollow a minha frente como um completo louco. Mas eu já não vivia a cena. Eu observava de fora. Me ver fazendo aquilo chegou a dar naúzeas; e meus olhos tinham o mesmo tom ofídio que os do vulto na lembrança anterior; vulto este que quando virei a cabeça para o lado, encarei diretamente nos olhos, e na sua face bicolor...

E então tudo ficou escuro.

Me vi de novo em frente à antiga casa dos meus pais no 45º distrito do Rokungai. Mas estava diferente; tudo era cinza, e mórbido; o céu estava totalmente encrespado de nuvens opacas de vários tons de cinza, e não havia qualquer vida ali.

- Então você finalmente apareceu, Askins...

A voz vinha do fundo de uma as ruas; de um vulto, o mesmo que vinha atormentando minhas lembranças desde o início. Sua voz era estranhamente limpa, e doce; mas também cheia de malícia.

-Quem... Quem é você?

- Você me conhece Askins, como pode não conhecer? Estive aqui a sua vida inteira...

O vulto se aproximou; seguiram-se momentos de silêncio, até que sua fisionomia se tornou clara; era uma mulher; uma mulher com uma altura próxima da minha; não era feia, mas não era normal; a metade direita de sua face era completamente preta, enquanto a esquerda era perfeitamente branca; os olhos daquele tom ofídio e longos cabelos
Spoiler:

- Que lugar é este? - sem saber porque, eu estava mais tranquilo, e me sentia estranhamente forte...

- Você sabe muito bem onde estamos, e se sabe, por que pergunta?

- Esta era a casa onde eu morava quando meus pais ainda eram vivos... Mas está diferente. Por que tudo é cinza aqui? Por que as únicas cores são as que compõe a mim e a você?

- Porque é aqui, e é assim, que seu coração está; este é o seu mundo Askins, é aqui que você realmente vive. E é aqui onde eu tenho vivido por anos; não gosto dessas cores também, elas me agoniam.

- Meu... Meu coração? Minha alma, você diz? Isso é algum tipo de jogo?

- Um jogo? Bem, talvez, é assim que quer que seja? Este é o seu mundo, como eu disse, suas emoções refletem diretamente nele; assim como em mim; você realmente não sae quem eu sou?

As coisas começavam lentamente a clarear na minha mente; ou melhor, no que eu pensava ser a minha mente, tudo aquilo era confuso de mais; mas seria aquilo realmente a minha alma? Estaria isso querendo dizer que aquela estranha garota era... era...

- A resposta para a sua pergunta, está aqui, bem diante de seus olhos; diga Askins, diga o que você mais desejou durante a maior parte da sua vida. Conte para mim por que é este o lugar, e por que estas são as cores.

- O que eu mais desejei... - vieram à minha duas lembranças simultâneas: a do dia em que não vi meus pais de volta em casa, e a do dia em que fui levado para o Seireitei, quando meus amigos órfãos foram mortos - ... Justiça, e... Vingança pelos males cometidos pelos criminosos contra mim e contra os meus amigos; é por isso que este lugar é a casa de meus pais, pois esse é outro dos meus maiores e impossíveis desejos, vê-los voltando por aquelas portas, e é por isso que está tudo cinza, pois é assim que eu me sinto... Morto; fraco; impotente... Com raiva.

-Não. Não é ódio que vive em se coração; nem mesmo medo. É apenas tristeza. Enorme e monstruosa que você me fez sentir por tantos anos. A justiça, a defesa dos que merecem, e a força para fazê-lo, e para vingar aqueles que eram justos; isto não está nos tons de cinza, você sabe onde está, não sabe, Askins?

- No branco e no preto...

- Você sabe quem eu sou não sabe? Eu sou o seu poder. Agora que me conhece, poderemos trazer luz de volta este mundo, Askins, Diga o meu nome.

As nuvens cinzas se dissiparam, e uma aurora de um vermelho sanguíneo se ergue no horizonte.

Eu então abri os olhos.

O sol da manhã lançava um brilho róseo por entre as folhas das cerejeiras, a zampakutou estava quente sobre os meus joelhos.

Agarrei seu cabo com a mão; foi como se fosse a primeira vez que a segurava, um calor subiu pelo braço direito. Então me levantei...

- Okiro, Eriasu

O poder que foi liberado fez com que os galhos das cerejeiras balançassem com rajadas de vento; eu podia sentir meu reiatsu correr livre pelo meu corpo, e podia sentir a dama de duas cores viva dentro de mim.

Já não era sem tempo

Em minha mão, uma lâmina com as cores igualmente divididas resplandecia, e eu sentia que nada nem ninguém poderiam me derrotar.

- Agora é hora de trazer a justiça para aqueles que ousam quebrá-la

======

Off.: aqui está o tópico com a ficha da zampakutou: http://bleachxtreme.forumeiros.com/t385-zampakutou-askins

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7 Re: Treinos de Askins em Sab Mar 24, 2012 3:51 am

Mukuro Gremory

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Capitão do 12º Esquadrão|Fundador e 1°Diretor do departamento de pesquisa e desenvolvimento.
Capitão do 12º Esquadrão|Fundador e 1°Diretor do departamento de pesquisa e desenvolvimento.
Adorei a historia...

~ Aprovado ~

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